Jacob Barata, conhecido empresário dos transportes rodoviários fluminenses, foi ao STF pedir que a operação Ponto Final saia da tutela de Marcelo Bretas, juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
A investigação que surgiu a partir da Lava Jato apura o pagamento de propinas por contratos de transporte público no Rio de Janeiro. O “Rei dos Ônibus” foi condenado ano passado por Bretas a quase 29 anos de prisão.
A Ponto Final mostrou que a Fetranspor pagou quase R$ 145 milhões ao ex-governador do RJ Sergio Cabral de julho de 2010 a outubro de 2016. Barata e outros empresários do setor de transportes no RJ foram investigados por usarem a entidade para pagar propinas a políticos do estado. Barata chegou a ser preso três vezes, uma delas após a deflagração de uma operação da PF nessa investigação, em 2017, mas foi solto em todas as ocasiões por Gilmar Mendes.
O ministro chegou a ser provocado pela PGR para se declarar impedido nas ações por ter sido padrinho da filha de Barata. Os procuradores também alegaram que o escritório onde trabalha a mulher do ministro, Guimar Mendes, representa investigados pela Ponto Final.
E Bretas já havia condenado Barata a 12 anos de prisão em 2019, por conta da operação Cadeia Velha. A investigação, também realizada em 2017, apurou o pagamento mensal de propinas a deputados do RJ.
Atualização às 16h27 de 2 de setembro de 2021: a assessoria de Jacob Barata entrou em contato para acrescentar que “que o requerimento para definição da competência legal foi formulado muito antes de qualquer sentença proferida pelo juízo da 7ª Vara Federal”.

