Entidades civis e parlamentares contrários à aprovação do novo Código Eleitoral apostam no desgaste de Arthur Lira e Margarete Coelho para barrar o texto. Esse grupo optou pela resistência de atrito por entender que não tem força para enfrentar de frente as investidas do presidente da Câmara e a pressão dos partidos por regras mais brandas.

Especificamente sobre Margarete, esse grupo acredita que a relatora está desgastada junto a líderes partidários. E os constantes ajustes pontuais solicitados à equipe da relatora apontam para esse sentido. Apenas na quinta-feira foram apresentadas duas versões diferentes do relatório, e há uma anterior, do dia 25 de agosto.

A bancada da bala, assim como juízes e promotores, também pressionam a relatora depois da inclusão das regras para quarentena de integrantes desses grupos que desejam migrar para a política. Como mostrou o Bastidor, as mudanças foram amalgamadas no sentimento da política contra Sergio Moro. 

Os apoiadores do texto acreditam que a votação do código ocorrerá na semana que vem. Mas antes precisarão aguardar o STF, que julgará no plenário virtual a tramitação do texto definida pela Câmara. A análise, que terminará às 23h59 desse mesmo dia, já vem levemente carregada pela jurisprudência da corte, que impede a intromissão dos ministros em assuntos internos de outros Poderes.

Já a expectativa no desgaste de Lira está na pauta do Senado. Projetos caros ao presidente da Câmara têm estacionado na pauta da Casa presidida por Rodrigo Pacheco. O senador, que cogita disputar a Presidência da República, quer ter uma pauta para mostrar numa futura campanha.