Antes de fechar acordo com o presidente da Câmara para votação e aprovação da reforma do Imposto de Renda, a bancada do PT da Câmara recebeu aval do ex-presidente Lula.

A leitura política do petista é que a taxação dos dividendos foi uma vitória de uma reivindicação antiga e que, num eventual governo a partir de 2023, dificilmente conseguiria aprovar. Assim, fica livre de qualquer indisposição com o andar de cima do PIB.

Em contrapartida, o PT poderá dizer que votou com o governo quando necessário e favorecia o trabalhador, como foi para aprovar e aumentar o valor do auxílio emergencial durante a pandemia e, agora, com a reforma do imposto de renda.

O projeto de lei, agora, precisa ser aprovado pelo Senado. Se mantiverem o raciocínio, os senadores petistas vão endossar o projeto.