O presidente Jair Bolsonaro prometeu reunir o Conselho da República nesta quarta-feira, 8 de setembro. Não será tarefa fácil, de acordo com membros do grupo ouvidos pelo Bastidor.

Ainda não há convite. E, entre os seus membros, estão, além dos presidentes dos poderes, os líderes da maioria e da minoria da Câmara dos Deputados e do Senado.

Na maioria e na minoria do Senado, estão nomes da oposição. O senador Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia, é o líder da maioria. Na minoria, está o petista Jean Paul Prates, que já anunciou que dirá a Bolsonaro no encontro: “Renuncie”.

Na Câmara, a minoria é liderada pelo deputado Marcelo Freixo, rival psolista do Rio de Janeiro – base eleitoral da família Bolsonaro. A maioria é de um mineiro, o deputado Diego Andrade, do PSD, de Gilberto Kassab, que tem batido no presidente.

Para membros do conselho, é preciso ter algo objetivo para discutir com o conselho: intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio – os dois últimos, que poderiam ser do interesse de Bolsonaro, têm de passar pelo Congresso.

A outra discussão possível, numa reunião do Conselho da República, é a busca da estabilidade política das instituições democráticas, o que, para os integrantes ouvidos por Bastidor, não é interesse do presidente.

Por isso, lideranças políticas acreditam ter se tratado de bravata de Bolsonaro. No discurso, serviu para animar ou alimentar expectativas de seus apoiadores.