A fusão do PSL e do DEM avançou com o acordo entre as presidências nacionais do partido. O atual presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar, permaneceria no comando do novo partido, e o presidente do DEM, ACM Neto, ficaria com a secretaria-geral. Na função, Neto teria ascendência sobre a tesouraria da nova legenda.
Até o mês de agosto deste ano, PSL e DEM receberam, juntos, do fundo partidário, R$ 97,4 milhões. Ainda é preciso definir o orçamento do fundo eleitoral para projetar quanto as duas legendas vão receber a mais para as campanhas do ano que vem.
Neste momento, lideranças do partido tentam superar as dificuldades regionais. Pernambuco é um exemplo. Lá, há caciques importantes para os partidos, como o próprio Bivar, há o Mendonça Filho do DEM e o deputado Fernando Coelho Filho. Acomodar as lideranças nos espaços disponíveis nos estados é o maior desafio, diz uma pessoa envolvida nessa negociação.
Outra dificuldade é com o número de interessados a disputar a presidência da República. No PSL, há o apresentador de TV José Luiz Datena; no DEM, há o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. O DEM quer, ainda, segurar o senador Rodrigo Pacheco, prometendo dinheiro e estrutura para uma disputa presidencial.
Pacheco está inclinado a deixar o partido e migrar para o PSD, de Gilberto Kassab. Lideranças do DEM acreditam, porém, que a fusão dará ao senador um motivo para ficar.
Os dirigentes do novo partido esperam redução da bancada, que, hoje, somariam 135 deputados, à frente do PT, com 53 parlamentares. A lei permite que em caso de fusão de partidos seus deputados possam deixar a legenda. A tendência, dizem, é que os bolsonaristas sigam o presidente.

