Somente o imponderável tira o ex-presidente Lula da disputa presidencial do ano que vem, segundo petistas envolvidos diretamente na construção de alianças.

Além das agendas públicas, como suas viagens e entrevistas, Lula tem mantido jantares e reuniões sempre longe de seu instituto para evitar chamar atenção da imprensa.

De acordo com essas fontes, Lula mantém contato com empresários e políticos. O futuro presidente da Fiesp, Josué Gomes, e o ex-ministro Nelson Jobim ajudam o petista na organização dos encontros, ainda que na maioria das vezes não apareçam nas conversas.

Ao Bastidor, um dos incumbidos de ajudar nas articulações para as eleições do ano que vem disse que a cada vez que o ex-presidente volta desses encontros, que são muito restritos, inclusive fechado a petistas, fica mais animado com o retorno à Presidência da República.

Lula avisou à presidente da legenda, a deputada Gleisi Hoffmann, que a prioridade para 2022 deve ser a disputa presidencial, sinalizando que o PT deve abrir mão de candidaturas ao governo ou ao Senado em troca de alianças.