Apesar da pressão do presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira dificilmente conseguirá aprovar na última semana de setembro a reforma administrativa.

Como o Bastidor mostrou, ele vinha ameaçando tirar da comissão especial do tema e levar o projeto direto para plenário. Lira não conseguiu o que queria porque faltou voto. São necessários 308 votos para aprovar o texto.

A pressa se justifica porque Lira acredita que a presença remota dos deputados na Câmara ajuda a aprovar a reforma administrativa, mas o retorno do trabalho presencial dos parlamentares, a partir de 18 de outubro, aumenta a pressão de servidores contrários ao projeto de lei.

Não é o melhor momento para Lira. Além das ações da Polícia Federal contra operadores do PP, há, entre os aliados do presidente Jair Bolsonaro, a tentativa de rifá-lo do controle da Câmara a partir de 2023.