A advogada Bruna Morato afirmou à CPI da Pandemia que a preocupação da Prevent Sênior ao defender o tratamento precoce era com seu modelo de negócios – focado na prevenção para reduzir custos. A advogada de médicos que trabalharam na rede de hospitais contou aos senadores que os pacientes não recebiam muitos detalhes dos remédios aplicados.
Segundo Morato, os profissionais diziam apenas que seria um tratamento “muito eficaz” e que o paciente deveria apenas “dar um Ok” para participar. Ela afirmou que os profissionais que se rebelavam contra a prática eram demitidos ou retirados de plantões.
Ainda de acordo com a advogada, os “kits covid” eram distribuídos sem qualquer parcimônia. “A ordem vem de Pedro Batista (diretor-executivo). Ele tinha como infectologista responsável a Carla Guerra e o Rafael (diretor da empresa). Dentro do Instituto Prevent Sênior, os principais responsáveis eram Rodrigo Esper e Fernando”, disse.
Detalhes dos prontuários da Prevent Sênior também eram alterados, segundo Morato. Uma das vítimas dessa prática, disse a advogada, foi a mãe do empresário Luciano Hang. O dono das lojas Havan deporá amanhã à CPI para provar que não alterou o atestado de óbito para omitir o uso do tratamento precoce.
Morato denunciou ainda que foi ameaçada e que sua vida tem sido espionada por agentes desconhecidos, que invadiram seu escritório. Ela contou que o prédio onde trabalha ficou com “o sistema de segurança vulnerável por quatro dias” depois da instalação de equipamentos para duplicar os IPs das câmeras de segurança.

