Ao definir o nome União Brasil emulando o Aliança pelo Brasil, os partidos PSL e DEM pretendem partir para cima do presidente Jair Bolsonaro nas eleições do ano que vem.
Inicialmente, pensou-se numa terceira via que tirasse voto no primeiro turno do ex-presidente Lula, mas as pesquisas encomendadas pelas legendas demonstraram que há um campo mais aberto, que reúne, além do centro-direita e direita, antipetistas e antibolsonaristas.
Há um forte grupo sentindo-se obrigado a votar em Lula, mesmo rejeitando-o, porque sua rejeição a Bolsonaro é maior, bem como o inverso, ainda que seja em menor número, os que dizem votar no presidente ainda que o rejeitem.
A avaliação é que num segundo turno são maiores as chances de unificar essas forças contra o petista. Mas, antes, é preciso se apresentar com viabilidade.
Duas possibilidades estão em discussão hoje no futuro novo partido, o de embarcar com Ciro Gomes, apresentando o candidato a vice-presidente, ou ter candidato próprio, analisando o nome de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado.
Juntos, PSL e DEM terão 81 deputados federais, sete senadores, quatro governadores, 562 prefeitos, 127 deputados estaduais e 5.553 vereadores. O número não é fechado, porque se espera a saída de bolsonaristas e a chegada de nomes, como o do ex-governador Geraldo Alckmin, que ainda estuda entre a nova legenda e o PSD.

