O procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira denunciou Francisco Maximiano, o Max, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em decorrência de um esquema da Global Saúde (empresa dele) nos Correios, operado durante o governo Dilma.

Segundo a denúncia, Max pagou, entre 2011 e 2014, cerca de R$ 2,5 milhões em propinas a agentes públicos para obter e manter um convênio de “vale medicamento” nos Correios, por intermédio de uma entidade da área. Primeiro, pela Fentect, presidida por José Rivaldo da Silva, sindicalista ligado ao então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto – José Rivaldo foi sócio da irmã de Max e recebeu dinheiro dela. Depois, por meio da Postal Saúde, empresa controlada pelo grupo de Max.

De acordo com a acusação, Nelson de Freitas, então vice-presidente de Pessoas da estatal, indicado ao cargo pelo petista Paulo Bernardo, foi um dos que receberam propina de Max para ajudar na aprovação e manutenção do convênio. Eram R$ 50 mil mensais e, depois, com o aumento do dinheiro repassado pelos Correios ao grupo, R$ 200 mil mensais.

Na peça, o procurador menciona o aporte de R$ 40 milhões do Postalis no FIP Saúde – o dinheiro investido pelo fundo de pensão dos funcionários dos Correios, como o Bastidor revelou, foi desviado do FIP para contas controladas por Max, conforme comprovam extratos bancários do caso.

Diz o procurador na denúncia: “As evidências apontam para um imenso esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, não apenas para a contratação da Global Saúde pelos Correios, mas também para que o Postalis investisse na empresa, por meio do FIP Saúde”.

Em outras ocasiões, Max e outros sócio das Global mantiveram ser inocentes nesse caso. O operador petista Alexandre Romano, peça-chave nos pagamentos do esquema, firmou colaboração premiada em 2016, após a descoberta de evidências que o incriminavam. Entregou os demais.