O MP e a PF mudaram seus focos. Se nos últimos anos a prioridade foi o combate à corrupção, agora, o que se nota são mais operações contra a criminalidade em geral, sem que haja necessariamente desvio de recurso público.
Integrantes do Ministério Público e da Polícia Federal ouvidos pelo Bastidor afirmaram que esse é o argumento de superiores para justificar a recusa ou o adiamento do início de uma investigação. Dizem que essa nova priorização tem custado tempo de agentes e recursos que poderiam ser aplicados no enfrentamento aos desvios de dinheiro público.
“Depois das investigações contra o [ex-governador do RJ Wilson] Witzel, qual foi a outra grande operação contra a corrupção? Apenas o caso da VTCLog”, disse uma fonte.
A reportagem solicitou o total de operações realizadas pela PF desde 2017, por tipos de crime investigado – passadas três semanas, ainda não obteve resposta. Porém, um simples acesso ao site da PF mostra poucas citações a operações de combate à corrupção, com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas, à exploração sexual infantil, ao contrabando, à lavagem de dinheiro e à evasão de divisas via criptomoedas.

