Aproveitando-se do racha no grupo majoritário na CPI da Pandemia, o Palácio do Planalto trabalhou duro ontem, 18 de outubro, para reverter ao menos dois votos contrários ao governo. São 11 titulares, sete pertencem ao grupo de opositores e independentes.
Os alvos preferenciais da articulação de Jair Bolsonaro são o senador Eduardo Braga, que deseja concorrer ao governo do Amazonas, e seu colega de estado, Omar Aziz, presidente da comissão – Aziz, na avaliação do governo, é uma tarefa mais difícil.
O trabalho ficou a cargo de Fernando Bezerra, líder do governo do Senado, e do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Na mesa, as velhas propostas de liberação de emendas e de nomeações.
Como o Bastidor já informou, Braga tem movimentos erráticos vez por outra e causa desconfiança nos seus colegas de colegiado. Já Aziz, embora jogue com o grupo, vez por outra, tem ações em benefício do governo incompreendidos por seus pares.
A questão de fundo é o estado do Amazonas, onde, apesar de ter sido dos que mais sofreram com problemas na gestão federal da crise sanitária causada pela pandemia, o presidente mantém forte o apoio popular.
Ao longo do fim de semana, após vazamento de informações do relatório de Renan Calheiros, houve reclamações públicas sobre os crimes atribuídos a Bolsonaro. Porém, o que incomodou os aliados do relator foi o que interpretaram como uma tentativa de pressão para a aprovação de seu parecer.

