Uma questão de fundo ajuda a explicar a derrota sofrida por Arthur Lira no projeto que muda a composição do Conselho Nacional do Ministério Público: a crescente insatisfação com o presidente da Câmara por parte dos deputados.

E a insatisfação, já mostrou o Bastidor, é insuflada por disputa de poder, como a que o presidente da Casa mantém com Valdemar Costa Neto, dono do PL, e alimentada, principalmente, pela falta de acesso de número considerável de deputados às emendas do relator, a RP9, que Lira controla.

A postura do presidente da Câmara é considerada autoritária até por membros de seu partido, o PP. E as conversas para a construção de um nome alternativo para comandar a Casa a partir de 2023 passaram a ser mais frequentes.

A avaliação é que Lira passou a articular apenas por seus interesses.

Deputados dos mais diversos partidos já reclamaram com o presidente Jair Bolsonaro, que indicou seu filho, Flávio Bolsonaro, para acompanhar as movimentações.

Arthur Lira não desistiu do projeto. Mas, de acordo com um parlamentar da base, o recado foi dado.