O ex-presidente Lula mandou felicitações a Gilberto Kassab, presidente do PSD, pela filiação de Rodrigo Pacheco, ocorrida nesta quarta-feira, 27 de outubro. O petista reconheceu o simbolismo do evento ocorrer no Memorial JK. Juscelino Kubitschek era mineiro, a exemplo de Pacheco.
Há um desejo não dito, porém. O de que Pacheco, no PSD, seja seu candidato a vice. O petista admitiu a aliados que o presidente do Senado seria um bom nome, porque pode ser uma espécie de José Alencar, que por dois mandatos foi vice-presidente e, em 2002, ajudou a desmontar a desconfiança de setores econômicos em Lula.
Existe um grupo para trabalhar a possibilidade: os senadores petistas, além de aliados do MDB com quem o presidente do Senado mantém boa interlocução. O ex-presidente, porém, nada diz a respeito. Lula mantém o discurso de que o PSD deve ter seu candidato a presidente da República.
Em maio, o petista defendeu a Kassab que lançasse seu candidato. A leitura, à época, era a de que uma candidatura da terceira via tiraria votos do presidente Jair Bolsonaro. Em encontro recente, no início do mês, em Brasília, Lula manteve o incentivo. Nada falou de seu desejo.
A um ano da eleição, a avaliação é de que há muito tempo para que intenções e a conjuntura política mudem. Mas Kassab, Pacheco e membros do partido estão certos da candidatura presidencial e prometem descartar qualquer conversa que não tenham o presidente do Senado na cabeça de chapa.
Nada que pesquisas e a viabilidade eleitoral –ou falta dela– não resolva, diz um interlocutor comum a Kassab, Pacheco e Lula. Enquanto isso, o petista vai comer pelas beiradas e com calma.

