Aguinaldo Ribeiro colocou sobre a mesa de negociação para a sua ida para o PSD a presidência da Câmara a partir de 2023. No cenário ideal para o deputado, Rodrigo Pacheco sai vencedor das eleições para presidente da República e endossa a sua candidatura para a sucessão de Arthur Lira.

Além de Ribeiro, mudará de partido seu clã familiar, que inclui a irmã, a senadora Daniella Ribeiro, e seu pai, Enivaldo Ribeiro, vice-prefeito em Campina Grande, na Paraíba.

De acordo com um interlocutor do parlamentar, o PP estava pequeno para ele e Arthur Lira, que passou, segundo diz, a persegui-lo.

Além de ser preterido no ano passado na disputa interna pela presidência da Câmara, a aliados, Ribeiro citou a decisão de Lira de ignorar seu relatório para a reforma tributária, pronta e com acordo com a oposição para votá-la, fatiado o projeto para recomeçar do zero.

O deputado também andou reclamando da falta de prestígio nas suas indicações para o governo. Seus indicados, disse, só eram efetivados com o endosso de Lira ou de Ciro Nogueira, presidente licenciado do PP e ministro da Casa Civil. Para Ribeiro, a situação estava desrespeitosa. Ele foi ministro e líder de governo na Câmara.

De acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, a mudança não muda, por enquanto, na permanência de seus indicados.

Como informou o Bastidor, Ribeiro emplacou Nelson de Sousa para presidência da Brasilcap, o título de capitalização do Banco do Brasil, e para o comando da ANS, Paulo Rebello.

Atualização às 16h57 de 29 de outubro de 2021: após a publicação da nota, a assessoria de imprensa do deputado Aguinaldo Ribeiro negou que o parlamentar deixe o PP. Ainda de acordo com a assessoria do deputado, ele não concorrerá a reeleição. Seu objetivo é disputar a uma vaga no Senado.

O Bastidor mantém a apuração publicada.