O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, procurou parlamentares alinhados ao pensamento liberal nesta terça-feira, 9, para pedir que ajudem a conter ímpetos populistas do Congresso em ano pré-eleitoral.
Nas conversas de ontem, Neto tratou dos riscos e vulnerabilidades econômicas para o país caso sejam aprovadas pautas-bomba em um contexto de fragilidade econômica, com inflação alta e desemprego.
O maior temor de Neto é que o Congresso aumente para além dos 400 reais o valor do Auxílio Brasil quando a medida provisória for à votação no Congresso.
Como resposta, ouviu que pode até ser que o Auxílio Brasil se mantenha nos 400 reais, mas que vai passar o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento.
Presidente da Câmara, Arthur Lira avisou as lideranças –que repassaram o recado– que passada a PEC dos Precatórios será a vez do PL que prorroga a medida até 2026. A proposta está parada desde setembro na Comissão de Constituição e Justiça.
Entre 2012 e 2019, o governo deixou de arrecadar 113,6 bilhões de reais com o benefício fiscal. No ano passado, a renúncia foi de 10 bilhões e, para 2021, a projeção é de outros 10 bilhões.
A justificativa é de que a renúncia fiscal ajuda a segurar emprego.
Chamou a atenção dos parlamentares que Roberto Campos Neto continue a atuar como interlocutor da equipe econômica do governo mesmo depois da independência do Banco Central.

