Ricardo Lewandowski suspendeu em outubro as duas últimas ações da Lava Jato contra Lula após seguidos arquivamentos, anulações e trancamentos decorrentes da decisão do STF que declarou a suspeição de Sergio Moro. O ministro também garantiu ao petista acesso a uma sindicância da PGR contra a extinta força-tarefa de Curitiba.

Lewandowski argumentou nas decisões que houve interferência de Moro nas delações da Odebrecht, o que as anularia. E a extensão de parte dessas decisões foi concedida a Aécio Neves e Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis. 

Aécio foi autorizado a acessar e copiar todo o material do processo em que ele seja citado desde que o trecho não esteja sob sigilo. Faria conseguiu suspender as ações em que era réu na Lava Jato até a decisão final sobre o caso.

Mas a extensão dos entendimentos válidos para Lula parou por aí. Todos os outros que fizeram pedidos semelhantes deram-se mal.

Lewandowski negou, por exemplo, o acesso de Beto Richa a documentos usados na ação que investiga o Instituto Lula – o ex-governador do Paraná argumentava que existiriam menções ao seu nome no material.

O ministro também deixou de atender pedido de Vladimir Aras para acessar informações da Spoofing sob a alegação de que estaria sofrendo ataques na internet por uma opinião supostamente emitida e flagrada nas mensagens dos procuradores que atuavam na Lava Jato em Curitiba.

Outro que não obteve sucesso com o ministro foi Glaucio Legatti, delator da Lava Jato que pediu a anulação das provas obtidas via os sistemas de propina da Odebrecht. Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras, também teve pedido similar negado, assim como Luís Carlos Fernandes Afonso, ex-presidente do Petros (fundo de pensão da estatal), e Marcio Pinto de Magalhães, ex-diretor da OAS.