Embora Davi Alcolumbre diga a interlocutores que pode – apenas pode – pautar em breve a sabatina de André Mendonça, engana-se quem pensa que o presidente da CCJ desistiu de impedir a nomeação do ex-AGU a uma vaga no Supremo. Ele diz a pessoas próximas que angariou 15 votos contra o candidato terrivelmente evangélico de Jair Bolsonaro

A favor do ex-AGU, diz o ex-presidente do Senado, haveria os 12 votos restantes da comissão. A margem, portanto, é apertada. Mas existe – ao menos nos cálculos do senador. Ele segue sua estratégia de somente pautar a sabatina se tiver convicção de que Mendonça será rejeitado.

Há quatro meses que Mendonça aguarda a boa vontade de Alcolumbre. Desde então, Rodrigo Pacheco marcou um esforço coletivo para colocar em dia as sabatinas pendentes, senadores ameaçaram abandonar votações em protesto, Mendonça foi aconselhado a se afastar de aliados, Bolsonaro se arrependeu e o presidente da CCJ sofreu pressão do governo.

Nada adiantou. Parece que apenas a derrota do indicado de Bolsonaro vai satisfazer o amapaense.