Segundo maior colégio eleitoral do país, o estado de Minas Gerais é fundamental para a candidatura de Rodrigo Pacheco a presidente da República.
Em conversa com Gilberto Kassab na última semana, o presidente do Senado disse que, se conseguir mobilizar seus conterrâneos, partirá nas pesquisas de intenção de voto ocupando a faixa de 8% a 10%.
O número, analisa, reforçaria a cobertura midiática e garantiria competitividade em relação a outros postulantes à terceira via.
Como parte da estratégia, hoje, 24, Rodrigo Pacheco fez um discurso de presidenciável durante a convenção do PSD em Brasília. Chamado de “meu presidente” por Gilberto Kassab, o senador ainda não se assumiu pré-candidato, mas se colocou à disposição da legenda e entra formalmente no jogo.
A ideia é que trechos de seu discurso sejam replicados por rádios, sites e emissoras de TV locais. E, nos próximos fins de semana, Pacheco dê entrevistas pelo estado e visite municípios.
Nas oportunidades, Pacheco vai reforçar teses municipalistas, para agradar prefeitos, e bater na necessidade de responsabilidade social e fiscal. No discurso desta quarta-feira, e que levará para as suas próximas entrevistas, o senador assumiu pautas de direita e de esquerda.
Tratou de desigualdade social, racismo e equidade de gênero. Também mandou indireta a Jair Bolsonaro ao afirmar que vestir verde e amarelo não faz ninguém patriota.
“Amor ao Brasil não é só colocar camisa brasileira e sair xingando o STF e ao Congresso. Amar o Brasil é respeitar o que é diferente”, disse.
Pacheco espera chegar em 2022 bem posicionado nas pesquisas. Conta, para isso, ser menos rejeitado que seus concorrentes da terceira via.

