A pré-candidatura de Simone Tebet à Presidência da República é, antes de tudo, um movimento dos chefes do MDB para fortalecer o partido nas negociações eleitorais de 2022. Reservadamente, líderes da legenda duvidam que a senadora se revele uma pré-candidata competitiva.

O plano A dos chefes do MDB – que jamais admitirão isso em público – é usar a campanha de Simone Tebet para ganhar espaço na mídia e, eventualmente, emplacar um vice numa chapa da terceira via. Michel Temer, por exemplo, quer ser vice de Rodrigo Pacheco.

A própria Simone Tebet se beneficiará da exposição política como pré-candidata. No pior dos casos, terá mais força para se articular no Mato Grosso do Sul. No melhor, poderá ser vice de um dos nomes da terceira via.

Em privado, todos reconhecem que é bastante remota a possibilidade de que a senadora se firme nas pesquisas a ponto de ser candidata à Presidência. Nas pesquisas qualitativas dos principais partidos, o nome dela não agrada – nem desagrada, ao contrário da marca PMDB, que causa bastante ojeriza em parte expressiva do eleitorado.