O principal critério do ex-governador Geraldo Alckmin para definir à qual partido se filiar é se a legenda terá alianças que lhe garantam uma candidatura competitiva ao governo do estado de São Paulo.
A interlocutores, Alckmin tem dito que, embora lidere as pesquisas de intenção de voto, poderia desidratar ao longo da campanha se lhe faltar tempo de TV e, principalmente, apoio de prefeitos nas cidades paulistas.
Diante do cenário, o pior e o mais improvável –repita-se, neste momento, é o mais improvável–, garantem aliados ao Bastidor, aumenta a possibilidade de seu embarque no PSB, numa configuração que lhe coloca como vice de Lula, Márcio França candidato ao Senado e Fernando Haddad na disputa ao governo do estado.
Para o PSB e para o PT, cujos integrantes vendem a aliança como iminente, a configuração é ótima.
Junto com a vice-presidência, o PSB arrastaria o PT para apoiá-lo em cinco estados, entre os quais Pernambuco, onde Marília Arraes seria novamente candidata, e Rio de Janeiro, com Marcelo Freixo. Os petistas topam.
Para o PT, além de ter um nome de centro na vice de Lula, que tem dito coisas que constrangem até petistas, a legenda tiraria seu principal concorrente na disputa ao governo de São Paulo.
Alckmin, dizem alguns petistas, poderia agregar votos perdidos para o antipetismo.
A conta de Alckmin é a seguinte: das 645 prefeituras do estado, o PSDB tem cerca de 160. Somadas às do PL, União Brasil e Podemos, que estão certos com Rodriga Garcia, candidato tucano ao Palácio Bandeirantes, o número de prefeitos chega a quase 300.
O PL, apesar do ingresso de Jair Bolsonaro e sua exigência pela candidatura de Tarcísio de Freitas, na prática segue com Garcia.
Kassab, presidente do PSD, continua a dizer que a filiação de Alckmin é questão de tempo e que o ex-governador faz o que sempre fez: conversar com todo mundo. O Bastidor já informou que o ainda tucano vê vantagem com a especulação com seu nome.

