A aprovação de André Mendonça no Senado provocou a ira imediata do grupo amplo e influente que articulava contra o indicado de Jair Bolsonaro. Essa turma tinha convicção de que havia faturado mais uma em Brasília.
Em mensagens e ligações, advogados e ministros de tribunais superiores – o centrão do Judiciário – começaram a discutir como retaliar aqueles senadores que, dizem, traíram o movimento para barrar Mendonça.
Ainda no plenário do Senado, parlamentares davam explicações a esse grupo. Quer dizer, prestavam contas e atribuíam a derrota à pressão dos evangélicos e às ligações de Kassio e Toffoli.
Sob o baque da votação, operadores que se acostumaram a vencer todas pediram a assessores que mapeassem processos de interesse dos senadores. O primeiro ímpeto, portanto, era de vingança contra os ditos traidores.

