Os parlamentares beneficiados com as emendas secretas, as RP9, passaram a avaliar se a melhor estratégia é tornar pública imediatamente a lista com destino e quem indicou a liberação do dinheiro – ou aguardar o prazo de 180 dias estipulado pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal.

A discussão, que correu por alguns grupos de WhatsApp no Congresso ao longo do fim de semana, começou a ocorrer na sexta-feira, 3, porque o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que também comanda o Congresso, comunicou ao STF que irá cumprir a ordem da ministra, recuando do seu posicionamento inicial.

A avaliação é estratégica. O prazo dado por Rosa Weber se encerra no início das disputas eleitorais. Como muitos mandaram seu dinheiro inexplicavelmente para outras bases eleitorais, teriam que ficar dando explicações a seus eleitores durante a campanha.

A outra possibilidade é adiantar o envio das informações ao Supremo, submeter-se ao desgaste político e, até a campanha, reparar os danos. Ainda nesta segunda-feira, 6, não se tinha a melhor estratégia.