João Doria não combinou com os citados ao anunciar os nomes das economistas Zeina Latif e Ana Carla Abrão, além do próprio secretário de Fazenda, Henrique Meirelles, como futuros formuladores de seu programa econômico para o país.
Economista-chefe da XP Investimentos, Latif e Abrão, sócia da consultoria Oliver Wyman, são muito respeitadas pelo mercado. Meirelles, como ex-ministro da Fazenda e presidente do Banco Central, dispensa apresentação para atores econômicos.
O problema, de acordo com fontes ouvidas por Bastidor, é que nenhum dos três foi consultado pelo governador antes de seu anúncio.
Os três, dizem as fontes, precisariam se afastar de seus trabalhos para se dedicar integralmente, ao menos por um tempo, na produção de um documento a ser apresentado ao país.
Meirelles, que trabalha na gestão Doria, está interessado em sua candidatura ao Senado no ano que vem. Seu tempo livre, por tanto, é usado para viabilizar sua eleição.
Um aliado de Doria admitiu ao Bastidor que o governador de São Paulo correu para citar Latif e Abrão ao saber que o Sergio Moro havia pedido a interlocutores comuns que arrumassem uma conversa com as economistas.
Diante do risco do aliado-corrente (Doria e Moro são próximos) sair na frente, o tucano decidiu se adiantar.

