Depois da filiação de Jair Bolsonaro ao PL, Valdemar Costa Neto não para de receber reclamações de prefeitos e governadores. O motivo: as mudanças previstas para ocorrer nos diretórios estaduais e municipais, controlados, normalmente, pelos chefes do Executivo local.

Rio de Janeiro, que terá o controle de Flávio Bolsonaro, e Goiás, estado onde o presidente determinou amplos poderes ao deputado Vitor Hugo, se tornaram focos recentes. Mas há insatisfação em São Paulo, Amazonas, Pará, Alagoas, Piauí e Ceará.

Valdemar tenta segurar uma debandada, não apenas na bancada de deputados na Câmara, mas também de lideranças regionais.

Nos estados do Nordeste, por exemplo, o dono do PL tenta prometer liberdade de atuação política nas eleições do ano que vem. Mas, de acordo com uma fonte do partido, a questão, mais do que poder apoiar outros candidatos a presidente, é a perda do controle da máquina partidária.