Rodrigo Pacheco vai aproveitar o recesso de fim de ano do Senado para intensificar suas conversas com lideranças políticas e econômicas nos estados. Quer convencê-los de sua viabilidade como candidato a presidente.

Presidente do Senado, Pacheco não pontuou na pesquisa Ipec, o antigo Ibope, mas tentará convencer potenciais aliados de que vai crescer nas pesquisas e se consolidar ao longo de 2022.

O senador ainda acredita ser possível atrair outras legendas, como União Brasil, MDB e Cidadania. Argumentará que o eleitor ainda não reconheceu uma alternativa eleitoral a Lula e a Jair Bolsonaro. E que essa alternativa, claro, pode ser ele.

Interlocutores do presidente do Senado dizem que ele fará um trabalho silencioso e discreto nos bastidores antes de se expor publicamente, de modo a ganhar visibilidade. É um caminho distinto de outros pré-candidatos, que optam pela máxima exposição na opinião pública no menor tempo possível.

Pacheco, como mostrou o Bastidor, tenta mimetizar a figura de Juscelino Kubitschek, a de conciliador e de grande capacidade de articulação.

Seus aliados adoram citar sua vitória para o comando do Senado, quando uniu adversários irreconciliáveis, e desde ontem, 14, a vitória de Antonio Anastasia para o Tribunal de Contas da União, por quem trabalhou silenciosamente entre seus pares.