Jair Bolsonaro e Marcelo Queiroga tornaram-se alvos de uma notícia-crime levada a Luiz Fux pela omissão de ambos em relação à vacinação infantil contra a Covid-19. O caso chegou ao STF pelas mãos do senador Alessandro Vieira, a deputada Tabata Amaral e do secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha.

Bolsonaro e Queiroga têm feito de tudo para fugir da obrigação de vacinar crianças de 5 a 11 anos contra o coronavírus e suas variantes. O presidente, como sempre, usa sua visão de liberdade para deixar a cargo dos pais a decisão. 

Para fazer valer sua vontade, Bolsonaro ameaçou expor os funcionários da Anvisa que aprovaram a vacina infantil da Pfizer. O ato atiçou os pais negacionistas – a PF teve que investigar as ameaças feitas contra quem trabalha na agência de vigilância sanitária.

Já Queiroga foge pela tangente ao decidir abrir uma consulta pública – marcada para começar amanhã (23) e terminar em 2 de janeiro – para saber de pais, mães e especialistas se deve autorizar o óbvio. 

Além de enrolar para comprar a vacina da Pfizer destinada a crianças, o Ministério da Saúde distorceu o teor da consulta pública publicada hoje para discutir um assunto inexistente.

O Bastidor noticiou hoje (22) que o Ministério da Saúde tentou confundir a população com o texto que oficializa a consulta pública. Deixou a cargo da Anvisa a “culpa” pela autorização do início da “vacinação contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade”. 

Queiroga sabe que a Anvisa apenas liberou o uso da vacina da Pfizer para crianças, em dose apropriada à idade. Coube a agência atestar a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante para esse público, a exemplo de outras agências sanitária de ponta.

O “erro” foi tamanho que a Anvisa pediu a correção do texto à Saúde, pois é responsabilidade da pasta de Queiroga definir a política de vacinação conta qualquer vírus ou doença.