A PEC da 2ª Instância não foi enterrada já na comissão especial da Câmara por pouco. Na sessão de 8 de dezembro, o centrão – apoiado pelos bancos – trocou todos os integrantes da comissão que podia para derrubar o texto. Um dos líderes dessa “rebelião” foi Arthur Lira, segundo um deputado ouvido pelo Bastidor.
Esse parlamentar contou que Lira pediu aos líderes do colegiado mais prazo para votar o texto prometendo que essa dilação temporal ajudaria a aprovar o texto. Foram todos enganados.
E o resultado todos já sabemos: a votação foi adiada até que haja quórum para aprovar o texto. Esse mesmo parlamentar afirmou ainda que casos como esse definem bem a gestão Lira na Câmara. “Ou você se envolve e fica nessa onda de traição ou fica sem nada”, lamentou.
A assessoria de imprensa da Câmara afirmou ao Bastidor “que todas as decisões sobre a pauta da Câmara dos Deputados é tomada pela maioria do Colégio de Líderes, que se reúne regularmente”. Disse ainda que “Arthur Lira respeita a autonomia das comissões”.

