Aliados de Jair Bolsonaro se preocupam com a insistência do presidente de colar sua imagem aos de negacionistas de vacina e a categorias específicas do serviço público, no momento em que 20 milhões de pessoas passam fome e metade da população brasileira sofre em algum nível com a insegurança alimentar.

Na avaliação de aliados, o presidente, a meses da eleição, erra ao seguir nessa estratégia. Defendem que Bolsonaro embarque logo para o discurso de “pai dos pobres”, relembrando o Auxílio Emergencial de 600 reais e o Auxílio Brasil, que tem valor médio superior ao que pagava o antigo Bolsa Família.

A um desses aliados preocupados, Bolsonaro explicou seu planejamento. Diz que não vai deixar Lula correr sozinho na seara dos feitos sociais e, brevemente, vai se dedicar ao tema, mas antes, afirmou, quer garantir que os grupo de policiais, militares e segmentos mais conservadores do eleitorado não o abandonem por Sergio Moro.