A informação que chegou na noite de domingo, 2, aos técnicos responsáveis pelo transporte de Jair Bolsonaro de Santa Catarina para São Paulo é de que a situação do presidente era grave.

De acordo com fontes ouvidas pelo Bastidor, o primeiro indicativo da gravidade foi a mudança de aeroporto para a partida do avião presidencial de Santa Catarina.

A aeronave chegou ao estado pelo aeroporto de Navegantes e partida estava prevista para o mesmo aeroporto. No início da noite, porém, a equipe foi avisada de que Bolsonaro sairia de Joinville.

“Presidente chega e sai do mesmo aeroporto, porque antes de qualquer viagem há uma equipe precursora, que analisa viabilidade e segurança do transporte”, explicou um dos técnicos.

Helicópteros partiram por volta das 20h de Navegantes e foram apanhar Bolsonaro em São Francisco do Sul para levá-lo a Joinville, de onde voaria para São Paulo.

Outro indicativo de urgência foi o horário. Voos nacionais programados ocorrem durante o dia e não durante a noite.

De acordo com as primeiras informações, o presidente estava reclamando de fortes dores abdominais. E a decisão do médico Antônio Luiz Macedo foi a de internar Bolsonaro. Macedo acompanha Bolsonaro desde a facada em setembro de 2018.

Em julho do ano passado, o presidente precisou ser internado por conta de uma obstrução intestinal, quadro que pode ocorrer em quem passou pelas cirurgias que Bolsonaro passou.

Macedo está nas Bahamas e aguarda um avião para retornar ao Brasil.