A orientação no Palácio do Planalto aos ministros é reforçar que a internação de Jair Bolsonaro tem a ver com a facada que sofreu ainda durante a campanha eleitoral de 2018.
A deixa foi dada pela publicação do próprio presidente nas redes sociais na manhã desta segunda-feira, 3, em que diz ser “a segunda internação com os mesmos sintomas, como consequência da facada e 4 grandes cirurgias”.
Bolsonaro foi internado em julho do ano passado num quadro de obstrução intestinal.
A mensagem foi repetida logo depois pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que durante um evento de ajuda à Bahia, disse: “Bolsonaro, graças a Deus, está bem. Tenho informações que ele teve dores abdominais por conta daquele atentado contra ele, em 2018, e ainda hoje ele tem consequências, mas graças a Deus.”
A ministra Damares Alves (Direitos Humanos) também repercutiu pela manhã a mensagem do presidente e acrescentou que está em oração.
A avaliação é que relembrar o atentado sofrido pelo presidente estimula solidariedade de seus apoiadores e serve de gancho para voltar a circular teorias conspiratórias de que partidos de esquerda queriam matar Bolsonaro.

