Sempre que é perguntado sobre quem vai comandar sua política econômica, Lula diz não ter pressa para anunciar. Muitos empresários vão até o Instituto Lula encontrar o ex-presidente para perguntar e pedir para que ele lance logo sua plataforma econômica.
O petista afirma que não é um desconhecido e que, em seus governos, todos ganharam dinheiro. Lula disse que não desrespeitou a lei de responsabilidade fiscal e seguiu o tripé macroeconômico: responsabilidade fiscal, cambio flutuante e metas de inflação.
As respostas, sempre vagas, não convencem. Até entusiastas de sua campanha já reclamaram com petistas sobre a necessidade de ter um norte desde já sobre o que pretende Lula caso vença as eleições.
A falta de pressa do ex-presidente esconde seu objetivo de testar os nomes disponíveis hoje no PT. Recentemente, a legenda especulou o nome de Guido Mantega, acusado de receber propina da Odebrecht e da JBS. Lula recebeu conselhos em contrário.
Foi lembrado de que o PT teve uma política econômica, no geral, bem-sucedida nos seus dois mandatos, mas outra “atabalhoada” na gestão Dilma Rousseff. A chefia da Economia na época estava justamente com Mantega.

