O ex-presidente Lula nega desde a publicação do artigo de Guido Mantega na Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira, 5, que seu ex-ministro do Planejamento e ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff será seu ideólogo econômico.
Lula, como mostrou o Bastidor nesta quinta-feira, diz não ter pressa para apontar o chefe de sua equipe econômica nem o responsável pela linha que seguirá caso vença as eleições.
Neste momento, Guido Mantega não tem sido nem o responsável por promover os debates econômicos no PT. Aloísio Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo, é quem tem tocado os debates internos.
Petistas também correram para afirmar que o artigo de Mantega se trata de expressão de pensamento individual e que não é majoritário dentro da legenda.
No artigo, o Mantega defende o desenvolvimentismo econômico praticado de forma mais firme no fim do segundo mandato de Lula. Inicialmente, o modelo foi adotado como resposta à crise econômica mundial de 2008. Depois, já durante o governo Dilma, como carro-chefe do governo.
Desenvolvimentistas defendem que o governo gaste como forma de movimentar a economia.
O exagero dos gastos públicos e a renúncia de arrecadação, porém, estão na gênese, avaliam até economistas à esquerda, da crise econômica brasileira no fim do mandato de Dilma Rousseff e da qual o país não tinha se recuperado quando veio a pandemia.

