Geddel Vieira Lima e Roberto Jefferson estão tentando usar o recesso do STF – quando pedidos urgentes são julgados por ministros que não o relator do caso – para reduzir as punições que receberam até agora.
Geddel está em prisão domiciliar, obrigado a usar tornozeleira eletrônica, por decisão de Luiz Edson Fachin após a descoberta de malas de dinheiro em um de seus imóveis. E Jefferson está detido em Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, por suas falas golpistas – principalmente contra o STF.
O ex-presidente do PTB reforçou em seu pedido que sua prisão seria injusta, pela falta de detalhamento sobre “os riscos de garantia da ordem pública”, e alegou que sua saúde está comprometida. Pede para deixar Bangu e ficar em prisão domiciliar.
Geddel afirmou que seu direito ao livramento condicional começou há sete meses. “O prejuízo experimentado pelo impetrante é mais do que real, já é irreparável; ou, se poderá devolver ao impetrante as horas, os dias que por direito poderia estar se reinserindo no meio social? Se devolverá ao impetrante os minutos, horas, dias perdidos”, reclama o político flagrado em esquemas de corrupção.
Os pedidos de Jefferson e Geddel foram apresentados como habeas corpus ao STF nos dias 5 e 6 de janeiro, respectivamente. Mas a estratégia não deu certo. Os dois casos serão relatados por Luiz Edson Fachin – que costuma votar duramente contra envolvidos em corrupção e que, ademais, foi um dos alvos dos ataques ao STF.

