A crise interna no PT sobre a importância eleitoral de Dilma Rousseff é artificial.

Quer-se, admite um quadro petista, tergiversar sobre o que o partido precisa mesmo lidar: a crise econômica causada pela má gestão da petista. Para isso, diz, tenta criar-se solidariedade à mulher e esquecer a presidente.

É o que explica a defesa que lideranças e parlamentares fizeram contra o que chamam de ataque desferido pelo vice-presidente do PT contra a ex-presidente.

Washington Quaquá disse apenas o que todos na legenda sabem: Dilma não tem relevância eleitoral. Sozinha, não seria eleita presidente em 2010. Sozinha, não se elegeu, mesmo na onda do Lula Livre de 2018, senadora por Minas Gerais.

E, ao contrário do que quer fazer parecer o PT, seu vice-presidente fez uma constatação, não uma ataque de gênero à correligionária. Dilma sempre foi um quadro técnico no partido. Ela nunca foi um quadro da articulação política – menos ainda eleitoral.

Mas ao causar polêmica sobre o ataque de um homem à Dilma Rousseff, explica o quadro político da legenda, o partido tenta se esconder na solidariedade à mulher para não ter de responder sobre a presidente.