Policiais Civis de São Paulo temem ser os próximos alvos de limitações nas redes sociais após a imposição de regras à Polícia Militar paulista e aos integrantes do Exército. Agentes ouvidos pelo Bastidor classificaram o ato como censura.
O governo de SP determinou a fiscalização de publicações de policiais militares (da ativa ou aposentados) e seus “agregados” que tenham “correspondência direta ou indireta com a instituição ou com a condição de militar do estado”.
Na lista de proibições estão qualquer divulgação de símbolos ou equipamentos da força policial e a monetização desses conteúdos. Essas diretrizes destinam-se, em parte, a coibir publicações costumeiras de policiais empunhando armas ou filmando suas rotinas durante o serviço.
Há ainda os precedentes de Gabriel Monteiro, vereador carioca e ex-integrante da PM do Rio de Janeiro, e Carlos Alberto da Cunha, delegado da Polícia Civil de São Paulo conhecido como Da Cunha. Os dois tonaram-se celebridades digitais ao ostentarem suas funções e os equipamentos que usam em seus trabalhos.
Monteiro, ligado ao Movimento Brasil Livre, ficou famoso por agredir Felipe Gomes, organizador do movimento Marcha das Favelas. Da Cunha tornou-se alvo da corregedoria da Polícia Civil por simular operações e inventar a prisão de um líder do PCC.
Sobre o Exército, a determinação assinada pelo comandante da força, General Paulo Sérgio, proíbe militares de fazer qualquer publicação sobre a pandemia nas redes sociais sem confirmar a veracidade do conteúdo e a idoneidade da fonte.

