O presidente Jair Bolsonaro está especialmente interessado em atrair Alexandre Silveira para a liderança do governo no Senado.

Silveira é suplente do senador Antonio Anastasia, indicado pelo Senado para a vaga da casa no Tribunal de Contas da União, e tomará posse do mandato de senador na volta do recesso parlamentar na próxima semana.

Silveira é presidente do PSD em Minas Gerais e aliado de Rodrigo Pacheco, pré-candidato a presidente da legenda.

Ao articular sua indicação para líder, Bolsonaro dará a Silveira, já ciente da tarefa, a seguinte missão: impedir que a legenda cerre fileiras de Lula no primeiro ou no segundo turno das eleições deste ano.

Bastidor mostrou que, depois de ter comunicado o governo de que aceitaria, Silveira decidiu dar um passo atrás para convencer a legenda de que ter a liderança do governo no Senado será bom para o partido.

Sua atuação será estratégica para o governo, no entendimento de Ciro Nogueira (Casa Civil), seu avalista. Parte do PSD quer embarcar ainda no primeiro turno com o ex-presidente Lula. Impedir a adesão do partido ao petista é fundamental para que Bolsonaro chegue mais forte na campanha.