A saída do subsecretário de assuntos fiscais da Secretaria de Orçamento, Luiz Guilherme Pinto Henriques, publicada nesta terça-feira, 25, no Diário Oficial, é a ponta visível da insatisfação no Ministério da Economia.

Fontes da pasta afirmam que outros técnicos deverão seguir o mesmo caminho nos próximos dias. É a quarta debandada desde o início do governo de Jair Bolsonaro.

A gota d’água foi a tutela estabelecida pelo presidente à equipe econômica, que, nas políticas orçamentárias, precisará de permissão da Casa Civil. Para piorar, como mostrou o Bastidor, oficialmente Paulo Guedes dependerá de um técnico sem status de ministro para mexer no orçamento.

Detalhe: a exoneração de Pinto Henriques foi assinada por Ciro Nogueira (Casa Civil) – e não por Guedes.

Fontes do Ministério da Economia afirmam que a insatisfação, contudo, é antiga.

Tanto Henriques quanto os próximos a pedir exoneração demonstram irresignação com os rumos da política econômica de Guedes e de Jair Bolsonaro desde 2021, quando o governo determinou a substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, exigindo o aumento de recursos no orçamento.

Há muito incômodo na pasta com os rumos da gestão orçamentária do governo. A avaliação é que se tornou extremamente danosa a prática de subestimar despesas obrigatórias na hora de se aprovar o Orçamento e, assim, incluir mais gastos.

Para piorar, entre os acúmulos de gastos além do possível, na avaliação deles, estão as emendas parlamentares, as RP9 principalmente.

Como a toada política e econômica são diferentes, os que sobraram das últimas debandadas ou os que entraram depois resistem a colocar seus CPFs nas políticas determinadas por Bolsonaro. Preferem sair.