Ao dizer ao Bastidor que as chances são mínimas de Sergio Moro migrar para o União Brasil, Renata Abreu, presidente do Podemos e deputada federal, foi realista ao conhecer sua própria bancada e a do partido aliado.
No fim de semana, ela teve um encontro com Luciano Bivar, presidente do PSL e futuro presidente da nova legenda, que inclui o DEM, em São Paulo, e trataram das dificuldades da movimentação.
Embora a ida de Moro para o União Brasil seja fortemente defendida por Junior Bozzella do União Brasil, seu companheiros de bancada resistem a receber o ex-juiz da Lava Jato. Para parlamentares da legenda, Moro traria prejuízos não apenas à eleição da bancada mas às alianças estaduais.
No Rio, por exemplo, o União Brasil quer caminhar com o governador Claudio Castro na eleição deste ano. Castro é do PL, partido de Jair Bolsonaro. O Podemos, com Sergio Moro, não poderá se alinhar pela reeleição do governador do Rio de Janeiro, que chegou a ser investigado.
São Paulo é outro exemplo. O União Brasil quer apoiar a candidatura do tucano Rodrigo Garcia e, com Moro, não seria possível. Garcia é o candidato de João Doria.
Também em Rondônia, o governador Marcos Rocha, do União Brasil, quer apoiar Bolsonaro e não pretende embarcar numa candidatura do ex-ministro da Justiça.
De acordo com um deputado do União Brasil, o melhor seria uma aliança sem tanto comprometimento. Para ele, o partido perderia capacidade eleitoral se tivesse Moro como aliado.

