O ano do judiciário começou hoje (1º), com sessões ocorrendo em todas as cortes superiores. Mas, no STJ, há uma questão: a retomada dos trabalhos será presencial ou virtual? Isso será definido na sessão desta terça-feira da Corte Especial do tribunal.
Alguns ministros da corte temem o coronavírus – muitos deles têm ao menos 60 anos, o que os tornam mais suscetíveis ao risco da Covid-19. Para contornar a situação, Humberto Martins contratou uma empresa para reformar a corte especial e outros locais da corte para adequar o tribunal às exigências sanitárias.
O presidente do STJ até fez questão de divulgar o feito na imprensa. Mas sua gestão não sabe dizer quanto custou a reforma. Questionado, o Superior Tribunal de Justiça respondeu que “os itens necessários para a reforma da Corte Especial fazem parte de diferentes aquisições, conforme a natureza do bem ou serviço”. E complementou: “Por essa razão, não há um cálculo único”.
A divulgação da aparente segurança sanitária na corte tem outro motivo, além da prevenção contra o coronavírus. Os ministros querem escolher os dois novos integrantes do STJ presencialmente. Argumentam que preferem conversar pessoalmente com os candidatos.
O Bastidor já mostrou que os mais cotados são: Ney Bello, Carlos Brandão, Paulo Sérgio Domingues e Aluisio Gonçalves de Castro Mendes.

