Aos poucos, acordos regionais começam a conduzir a maior parte do MDB à candidatura de Lula. Conforme avançam, as negociações nos estados ignoram a pré-candidatura de Simone Tebet. Impõem-se os termos mais vantajosos para os chefes locais do partido. Nesse momento, esses termos incluem atrelar a Lula os palanques regionais, sobretudo no Nordeste.

Bastidor já informou sobre a família Calheiros, em Alagoas, que promete apoiar o petista. No Ceará, o partido do ex-senador Eunício Oliveira vai de Lula. No Maranhão, dos Sarney, com a ex-governadora Roseana, também.

No Piauí, onde o senador Marcelo Castro avalia se disputará ou não um cargo para o Executivo estadual, sabe com quem quer manter conversas: com o PT.

Castro avalia, inclusive, a possibilidade de ocupar a vice de um petista. O palanque lá também é de Lula.

Se está bem com Lula no Nordeste, a legenda não quer conversa com o PT no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Goiás, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, de onde é Simone Tebet.

O partido fica dividido, nos outros estados, entre os que defendem e os que são contra uma aliança com o ex-presidente.

Bastidor informou que o presidente da sigla, Baleia Rossi, lançou a senadora para tentar barrar as alianças regionais com Lula. Está, porém, com dificuldade.