A reação contrária de parte do PSD à ida de Alexandre Silveira para a liderança do governo surpreendeu a articulação política de Jair Bolsonaro, que determinou a análise de outros nomes.

A escolha de Silveira, como mostrou o Bastidor, estava arranjada desde dezembro, quando ocorreu o esforço concentrado do Senado para a votação das indicações para os tribunais superiores e para as agências regulatórias.

Sua desenvoltura política e seu conhecimento regimental da casa –ele era Diretor de Assuntos Técnicos e Jurídicos da Presidência do Senado– impressionaram o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que é senador licenciado.

Silveira também é próximo do senador Flávio Bolsonaro, o zero um do presidente.

A bancada do PSD, com a presença de Gilberto Kassab, presidente da legenda, decidiu se reunir na próxima semana para discutir a liderança, mas a rejeição interna é grande.

Antes do encontro, porém, Kassab procurou Silveira para informar que pessoalmente é contra que assuma a função de liderança do governo. Para o presidente do PSD, não combina liderar a base do governo enquanto se discute o lançamento de um nome para a disputa presidencial.

Diante da resistência, o governo está em busca de outro nome para o lugar que nem chegou a ser ocupado formalmente por Silveira.