A montadora Tesla está respondendo a um processo trabalhista na Justiça dos Estados Unidos. A empresa é acusada de praticar discriminação racial sistêmica. As informações são do site Axios.
Segundo a publicação, diretores, supervisores e gerentes da empresa do bilionário Elon Musk são acusados de participar ativamente ou testemunhar comentários racistas na fábrica da empresa, na Califórnia.
Funcionários negros afirmaram às autoridades locais que são submetidos a insultos raciais e discriminação em atribuições de trabalho, disciplina, remuneração e promoção, o que gera um ambiente hostil.
Entre os casos citados, os funcionários negros dizem ter encontrado pichações que incluem suásticas, bandeira confederada, um crânio supremacista e a sigla KKK. As imagens foram vistas nos banheiros, armários, bancadas de trabalho, mesas de almoço e em espaços para intervalo.
Os problemas de racismo na Tesla não são novos. No ano passado, a empresa foi condenada a pagar US$ 137 milhões a um funcionário negro, que acusou a companhia de ignorar as reclamações que ele fez por sofrer discriminação dentro da fábrica.
Em nota, a Tesla afirmou que se opõe à discriminação e assédio racial. A empresa diz que busca prover um ambiente de trabalho seguro, respeitoso, justo e inclusivo.

