Arthur Lira venceu no Supremo – e o julgamento ainda nem terminou. Já há maioria no plenário virtual da corte para arquivar denúncia contra o presidente da Câmara por suposto recebimento de R$ 1,5 milhão desviados da Petrobras pela Queiroz Galvão.
Segundo a PGR, as propinas foram pagas em troca do apoio do político à permanência de Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da empresa. O caso, que terminará de ser julgado nesta sexta-feira (11) às 23h59, é um desdobramento da denúncia que ficou conhecida como “Quadrilhão do PP”.
Para o relator do pedido, Edson Fachin, não há provas dos fatos delatados pelos doleiros Alberto Youssef e Carlos Alexandre de Souza Rocha, que seriam as principais evidências existentes contra Lira e outros políticos do PP. A opinião do ministro é baseada nos argumentos da PGR, que não vê motivos para continuar com a investigação, mesmo tendo sido a autora do pedido de apuração.
Hoje, a PGR considera que o deputado passa por constrangimento ilegal (por conta da falta de provas) – o órgão até tentou desistir da ação, mas o pedido foi negado por Fachin. Porém, em 2020, a subprocuradora Lindôra Araújo dizia que Lira “passou a atuar de modo mais concreto no esquema de arrecadação de propina, fiscalizando os pagamentos ao grupo dissidente” quando assumiu a liderança do PP em 2012 – após a ida de Aguinaldo Ribeiro para o Ministério das Cidades.

