A aplicação de uma quarta dose de vacina contra o coronavírus é questionada pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Alguns políticos, como João Doria e Eduardo Paes, anunciaram que pretendem fazer a aplicação, mesmo que o Ministério da Saúde não tenha liberado ainda.

A SBI lembra que 76% da população tomou duas doses da vacina, mas só 33% receberam a dose de reforço. Para combater novas variantes, como a ômicron, receber as três doses garante melhor proteção contra a doença. 

Para a SBI, é mais importante neste momento ampliar a cobertura vacinal básica (uma ou duas doses, dependendo da vacina) e a dose de reforço. A entidade diz que não há dados suficientes que justifiquem a efetividade de uma quarta dose de vacina, salvo para pacientes imunossuprimidos. 

“Devemos sim, insistir junto à população, que procurem os postos de vacinação espalhados em território nacional para que possa ser regularizado o esquema básico e a dose de reforço, a fim de realmente ocorrer benefício no tocante a internação e mortalidade”, diz a entidade.

Dessa forma, para que a aplicação da quarta dose seja eficaz, é preciso ter mais dados de pesquisas que estão sendo realizadas. Assim como vale esperar a atualização das vacinas da Pfizer e da Moderna, que devem ser aprimoradas para combater diretamente a ômicron.

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