Augusto Aras deu duas boas notícias a Jair Bolsonaro no fim desta semana. O PGR pediu, ontem (17), o arquivamento da apuração sobre vazamento de documento sigiloso do TSE; hoje, solicitou o fim da investigação da suposta prevaricação na compra da Covaxin.

Aras contrariou a PF na investigação sobre a live presidencial e ainda defendeu o direito de Bolsonaro não comparecer ao depoimento – ao contrário do que determinou Alexandre de Moraes. Na apuração sobre a prevaricação, o PGR (com quem o governo contou desde o princípio) concordou com a PF: o presidente não é obrigado a comunicar o crime.

O novo pedido de arquivamento também é mais um episódio que coloca Augusto Aras contra a CPI da Pandemia. O PGR acusou os senadores de simplesmente despejarem documentos para que ele cuidasse de tudo sozinho.

Já os parlamentares dizem que o procurador-geral é “covarde e desonesto” por sua postura conivente com os atos de Bolsonaro. A compra da Covaxin foi um dos pontos altos da CPI da Pandemia – o Bastidor mostrou a teia de empresas de fachada e laranjas usados para lavagem de dinheiro – e os senadores viam na apuração um caminho possível para atacar o presidente.