Dilma Rousseff deu um susto em Lula. A ex-presidente pediu que ele incluísse sua aliada Erenice Guerra na equipe jurídica da campanha do petista. Erenice tem registro na OAB.

Lula agradeceu a sugestão, mas disse que, infelizmente, não poderia acomodá-la na campanha. Viu-se obrigado a desagradar Dilma numa questão politicamente óbvia.

Como o Bastidor revelou, o ex-presidente optou por dividir seu time jurídico em duas frentes, de modo a conciliar vaidades de quem o apoia e eficiência nas demandas judiciais em que precisará vencer. Cristiano Zanin, genro de Roberto Teixeira e artífice da estratégia exitosa de Lula na Lava Jato, liderará a equipe responsável por ações que envolvam Lula diretamente.

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, ao menos por ora, cuidará das questões da chapa e do PT junto ao TSE. O nome de Aragão, porém, é contestado internamente – seja por que se duvida da aptidão dele para o Direito Eleitoral, seja pelo temperamento ríspido do ex-subprocurador, seja pela sociedade com o advogado Willer Tomaz.

Embora possa parecer prematuro, as posições de cada figurão jurídico do PT na campanha são estratégicas para posições futuras num eventual governo Lula. Isso vale também para indicações a tribunais superiores e a interlocução privilegiada com o Judiciário.