O presidente Jair Bolsonaro foi consultado pelo chanceler Carlos Alberto França sobre a possibilidade de o Brasil abandonar a posição de neutralidade para se alinhar aos Estados Unidos e a países europeus na condenação às ações da Rússia contra a Ucrânia. O Itamaraty quer que o Brasil use seu assento no Conselho de Segurança da ONU para criticar a posição de Vladimir Putin.
Bolsonaro pediu detalhes sobre eventuais consequências da decisão. Determinou que o país não aja isoladamente, dando preferência à adesão a posicionamentos de organismos internacionais. Deu autonomia para que o Itamaraty decida, avisando-o antes de se manifestar publicamente.
França explicou ao presidente que dificilmente o Conselho de Segurança da ONU fará algum movimento contra a Rússia. Ainda não está certo sobre como seria a crítica do Brasil às ações russas. É algo que, de acordo com fontes do Planalto a par das tratativas, o Itamaraty ainda discute.
Como Bolsonaro foi inequívoco quanto a necessidade de o Brasil não se posicionar unilateralmente, uma nova nota oficial do Itamaraty foi descartada, ao menos por ora. Os diplomatas trabalham para que o país aproveite a próxima oportunidade de manifestação multilateral contrária às hostilidades russas.

