O governo brasileiro deixou seus cidadãos à própria sorte em Kiev. Até agora, a gestão Jair Bolsonaro divulgou notas orientando as pessoas a evitarem áreas de conflito e aquelas onde há instalações militares, plantas de energia ou pistas de pouso – devido aos ataques russos para eliminar a capacidade de resposta militar da Ucrânia – e criou um canal no Telegram para apenas disparar mensagens, pois não é possível respondê-las.

O canal no Telegram, criado em 14 de fevereiro, não traz nenhuma diretriz do que o governo brasileiro está fazendo para tirar seus cidadãos do conflito iniciado na madrugada desta quinta-feira (24). Até agora, a medida mais proativa foi solicitar àqueles que vivem na região que se cadastrem no sistema do Itamaraty para que seja possível “ter um panorama mais correto da comunidade brasileira na Ucrânia e na Moldávia (país vizinho)”.

A diplomacia brasileira é uma das mais respeitadas do mundo, por seu conhecimento. Mas o planejamento se mostrou alheio à seriedade da situação. Tanto que jogadores de futebol brasileiros que atuam por times ucranianos estão presos no país pedindo ajuda a Jair Bolsonaro.

Informações do governo ucraniano mostram que são 16 zonas de combate no país, que está sendo atacado por todos os lados pela Rússia, desde Odessa (região do país mais ao ocidente) até a Crimeia (anexada pela Rússia em 2014) e a Bielorrússia.