Na conversa na manhã de hoje (sexta-feira) com Antony Blinken, secretário de Estado americano, o chanceler brasileiro, Carlos Aberto França, tentou explicar o posicionamento “imparcial e de independência” do Brasil na guerra da Rússia contra a Ucrânia e pediu ajuda para retirar brasileiros daquele país.
Como mostrou o Bastidor, os diplomatas brasileiros tentam condicionar o apoio do país à proposta de resolução dos Estados Unidos contra a Rússia no Conselho de Segurança da ONU à mudança nos termos do texto para mais leves.
O trecho que destoa do que deseja o presidente Jair Bolsonaro está na afirmação de que “a situação na Ucrânia constitui uma violação da paz e segurança internacionais e que a Rússia cometeu atos de agressão” contra o país.
São termos considerados excessivamente duros pelo presidente, que pela manhã preferia que o Brasil se abstivesse em vez assumir um voto pró-EUA ou pró-Rússia.
O Bastidor vem mostrando que, pelo Itamaraty, o Brasil já teria abandonado o histórico posicionamento de neutralidade para se colocar contra o ataque das forças russas contra a Ucrânia, mas o presidente e parte dos militares, representados pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, discordaram.
De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a decisão de abstenção ou de endosso à proposta de resolução dos Estados Unidos. Depende, avalia, das mudança dos termos para mais leves ou do agravamento da situação dos civis ucranianos. Bolsonaro é figura-chave nesse processo.

